Feliz ano novo?
Não quis, não fui, não saí de casa. fiquei sozinho pra não atrapalhar ninguém. Não quero ouvir “feliz ano novo”, repetidas vezes, com os jargões de sempre, todo ano, todo “fim de ciclo”, um monte de gente pedindo mudanças pras entidades, sejam quais forem, mudanças que só podem ser feitas por escolha própria, mudanças de valores, de atitudes, por percepções de si mesmo seguidas de mudanças de sentimentos, de disposições, de objetivos, de desejos, de comportamentos, de formas de ver o mundo, os acontecimentos, as pessoas, as coisas, a vida. Mas não, espera-se que alguma coisa faça o nosso serviço pessoal e intransferível. Dá-se pulinhos, queimam-se velas, joga-se arroz, castanhas, ervilhas, lentilhas, usa-se branco, preto, amarelo, laranja, vermelho, roxo, todos os rituais, todas as mandingas, todas as ilusões. A esperança é que alguma interferência externa melhore as coisas, traga dinheiro, facilite a vida. Os mesmos pedidos, repetidos ano a ano, as mesmas confianças e convicções, esquecer o passado, agora é tudo novo.
Esquecer o passado é o maior risco de repetir velhos erros. E se não há mudança interna, percebida, assumida, escolhida, decidida e posta em prática, não há mudança nenhuma além das que o tempo impõe a tudo, no seu ritmo e do seu jeito.
Esquecer o passado é o maior risco de repetir velhos erros. E se não há mudança interna, percebida, assumida, escolhida, decidida e posta em prática, não há mudança nenhuma além das que o tempo impõe a tudo, no seu ritmo e do seu jeito.
Apenas pensamentos que vem e vão.
@jamantapensado
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