segunda-feira, 21 de maio de 2018

vencer em cima dos vencidos

Disseram que o mundo era uma arena competitiva, um mundo cruel onde vence o mais forte. Tive medo, tive raiva, competi, perdi, ganhei, comecei a ficar forte e ganhar mais. Até ser natural ganhar. Então percebi a tristeza dos vencidos. Não gostei de produzir este sentimento. Acabou minha alegria. Ganhar incomodou. Que valor tem a alegria da vitória, se ela é construída em cima da tristeza dos vencidos? Não gostei e não quis mais. Mentira. O mundo não é um campo de batalha. E os meus irmãos não são meus inimigos. Não quero a derrota de ninguém, não quero competir. Não preciso vencer na vida, preciso mesmo é viver. E a idéia de vencer, na verdade, me inferniza a vida. Desde aí, nunca mais pretendi vitória nenhuma. E minha vida ganhou paz e fluxo, se mostrou como um manancial de ensinamentos, de aprendizados, de ganhos que se dividem sem diminuir, ao contrário, essa riqueza se multiplica quando é dividida.

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